Vento Forte, representante do bom momento do cenário craft italiano

Os Estados Unidos seguem dominando o mundo craft, assim como a Inglaterra nunca recua posições. Os países do norte da Europa, como a Noruega e a Suécia, também vivem um bom momento, mas os beer geeks já sabem: tem algo muito bom acontecendo na Itália atualmente. Um bom exemplo disso é a romana Vento Forte, fabricante que com apenas três anos de existência já tem quase cem referências em Untappd.

Andrea dell’Olmo (d)

Seu criador, Andrea dell’Olmo, esteve na Espanha em setembro para participar do Mash Beer Festival em Barcelona e do Minifestival do bar Chinaski em Madrid, onde suas cervejas tiveram boa recepção. “O mercado espanhol está crescendo muito rápido, ainda mais rápido que o italiano. Na Itália, estamos dois anos à frente, mas aqui a cena cervejeira se desenvolve rápido”, diz ele, enquanto serve uma cerveja sua no Chinaski.

First day at #mashbeerfest, great!! #follower #cerasetua #ventofortebeers

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Segundo dell’Olmo, na Itália há atualmente cerca de 1.500 cervejeiras artesanais e, como na maior parte do mundo, as IPAs e as Pale Ales são as que fazem mais sucesso. “Muitas cervejarias italianas estão fazendo todos esses estilos americanos usando lúpulos americanos, mas muitas também fazem estilos diferentes. Por exemplo, eu trouxe (para os festivais) uma sour com damasco porque las sours estão ficando muito populares.

Na fábrica da Vento Forte, em Bracciano (Roma); a produção é de cerca de 10 mil litros/mes, especialmente de estilos americanos, mas também sours e stouts. A demanda, tanto na Itália como fora, não para de crescer, mas dell’Olmo está focado no mercado local. “Há muitas cervejeiras italianas que exportam, mas para mim é muito difícil porque vendo tudo, não tenho suficiente nem para a Itália. Então prefiro vender a minha cerveja localmente, porque tem mais sentido, além de se manter fresca”. Se a cerveja sai da Itália, é para participar de eventos ou então de forma pontual em algum bar da Europa – mas elas não chegam a cruzar o Atlântico, infelizmente.

Para grande parte dos cervejeiros, tanto sucesso seria sinônimo de ampliar a produção, mas não para o italiano. “Não vou ampliar minha fábrica atualmente porque quero manter meu trabalho como ele é”. Ainda assim, o empresário pensa em estratégias para o futuro e uma delas é o taproom, previsto para abrir no final do ano.

Embora a fábrica seja jovem, o cervejeiro já tinha experiência como homebrewer, uma paixão crescente desde que ele provou o American Style, especificamente as IPAs da Califórnia, região que também chama a atenção de Andrea por outra de suas paixões, o surf – veio daí a  inspiração para o nome da marca, uma sugestão da mãe do cervejeiro.

Se a cerveja não vai até o Brasil, resta o brasileiro ir até a cerveja. Caso viaje a Roma, não deixe de fazer “cerveturismo” e aproveite a fervente cena craft local.

Larissa

Jornalista e beer sommelier brasileira morando em Madrid desde 2011.

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